Você tem uma transportadora ou gerencia uma? Existe um erro silencioso que se repete todo ano na logística brasileira, que é tratar o pico do fim de ano como um evento de novembro. Na verdade, é uma decisão tomada em julho.
Isso inclui a frota que foi (ou não) preparada, os motoristas que foram (ou não) homologados e a tecnologia que foi (ou não) implantada. Pensando nisso, preparamos este conteúdo para ajudar gestores de logística, transportadoras e embarcadores.
Quer transformar o segundo semestre (ou H2) em vantagem competitiva, protegendo indicadores como SLA, OTIF e ROI? É possível, ainda que a pressão seja máxima sobre a operação. Para saber como, é só continuar a leitura!
Sabemos que a Black Friday de 2026 será oficialmente na última sexta-feira do mês, no dia 27/11. Mas o mercado consolidou o “Black November”: a demanda se espalha por todo o mês, podendo esticar até o Natal.
Na prática, a operação enfrenta várias semanas seguidas de volume acima da média. O que dá para fazer nesse período? Ajustes rápidos de estoque e campanha até cabem em uma janela de 60 dias.
Porém, decisões sobre a capacidade de uma transportadora precisam ser tomadas com quatro a cinco meses de antecedência. Por exemplo, recrutar e homologar motoristas, negociar agregados, executar manutenção preventiva da frota e implantar tecnologia de contratação. É por isso que julho é o ponto de virada, já que as decisões tomadas agora determinam a capacidade disponível em novembro.
Inclusive, julho traz um marco de custo importante para o planejamento: a revisão do piso mínimo de frete pela ANTT, que vale até o final do ano. Assim, planeje o segundo semestre partindo dessa referência, combinado?
Antes de falar de solução, vamos entender melhor os dois gargalos que mais pressionam a margem e o nível de serviço no pico da demanda.
A falta de caminhoneiros deixou de ser um problema pontual e virou restrição estrutural de crescimento do setor. Segundo um artigo da Tecnologística, 88% das transportadoras relatam dificuldade para contratar motoristas e agregados e, entre as empresas com veículos parados por falta de condutor, a média é de oito caminhões ociosos por empresa.
Ou seja, a função de motorista é apontada como a de maior carência por boa parte das transportadoras. De acordo com dados da CNT, em uma matéria da Agência Transporte, o déficit é de cerca de 120 mil condutores.
Também precisamos mencionar o envelhecimento da categoria e o baixo ingresso de jovens. Como a capacidade de transporte não acompanha a demanda, a situação se agrava justamente no pico, quando todos disputam os mesmos motoristas ao mesmo tempo.
Como superar a escassez de motoristas qualificados:
Além disso, o segundo semestre pressiona a margem por dois lados ao mesmo tempo. De um lado, a demanda aquecida encarece o frete no mercado. De outro, a estrutura de custos do transporte de cargas segue em alta e nem sempre é possível repassar esse aumento integralmente ao preço do frete.
Como superar a flutuação nos preços dos fretes:
Como é preciso ter um método para superar os desafios acima, vamos te explicar agora quatro pilares. Eles transformam a preparação para o pico da demanda em um processo mensurável e replicável.
Para começar, toda operação já possui o insumo mais valioso para planejar o pico: o histórico do segundo semestre dos anos anteriores.
O que está envolvido?
Cruzar volume por rota, sazonalidade regional e curvas de demanda passadas permite dimensionar frota e equipe com precisão, antecipar onde os gargalos vão aparecer e definir metas realistas de SLA e OTIF por trecho.
Em segundo lugar, de nada adianta dimensionar a capacidade se parte da frota quebra no meio do pico do H2.
É aí que entra a manutenção preditiva, apoiada em telemetria e no monitoramento de indicadores dos veículos. Ela reduz o risco de indisponibilidade não planejada, que é uma das causas de frota ociosa, e te ajuda a entrar em novembro com a frota própria revisada e estável.
Também sabemos que nenhuma frota própria, sozinha, absorve com eficiência a variação de demanda do segundo semestre.
A escalabilidade vem de uma combinação da capacidade fixa (frota própria) com a capacidade elástica (agregados e TACs) acionada sob demanda. E isso precisa acontecer sem inflar o custo fixo. É aqui que a tecnologia de uma logtech faz a diferença, ao digitalizar e agilizar a contratação de motoristas homologados.
Vale destacar dois pontos operacionais desse modelo.
Por fim, os três pilares anteriores só se sustentam se forem medidos. Um painel de controle que acompanha OTIF (entregas no prazo e completas), SLA por cliente e rota, e o ROI das iniciativas de escalabilidade fecha o ciclo: permite corrigir a rota durante o pico, e não apenas analisar os erros depois dele.
Resumindo: cada uma das quatro alavancas acima tem prazo de implantação. E iniciar em julho garante que todas elas estejam operando em novembro.
Então, não espere a falta de caminhões travar a sua operação em novembro. Conheça a Fretebras e descubra como ajudamos grandes embarcadores a digitalizar e escalar sua contratação de motoristas homologados. Faça seu cadastro hoje mesmo.
Sou formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Ribeirão Preto e especializado em Conteúdo e Estratégia Digital pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
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