A construção civil é uma área muito importante para a economia brasileira. Em 2021, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor teve a maior alta em 11 anos, com crescimento de 9,7%. Considerando que o PIB nacional também cresceu 4,6%, é fácil estabelecer a relação de influência entre os números. Entretanto, mais do que produzir, é necessário distribuir os materiais de construção do jeito certo. Neste texto, escolhemos falar sobre o transporte de cimento. Acompanhe!

 

Transporte de materiais de construção no Brasil

Não existem obras sem o material de construção. Nesse sentido, é preciso, além de produzir, distribuir os insumos com excelência. E o setor está a todo vapor. A expectativa é que a construção civil cresça 3,5% ainda em 2022. Casas, prédios, lojas, pontes e outras estruturas levam o progresso aos quatro cantos do país. Ficar atento à escolha correta de fornecedores que possam fazer o transporte dos produtos com segurança, fará a diferença na sua operação.

Fizemos um estudo, aqui, na Fretebras, baseado em mais de 2 milhões de fretes publicados em nossa plataforma no primeiro trimestre de 2022. Ao todo, o Brasil movimentou, entre janeiro e março, mais de 18 bilhões de reais em fretes. Os setores agropecuário, industrial e de materiais de construção geram o maior volume de insumos para o transporte, representando 50% do PIB nacional.

Na Fretebras, 14% das cargas transportadas em 2021 foram da construção civil. Nesse cenário, o cimento foi o insumo mais distribuído por nossos caminhões parceiros, representando 53,1% dos fretes do segmento. Tal demanda é gerada, principalemnte, pelos grupos cimenteiros que atuam no país — são 24, entre empresas nacionais e internacionais.

Transporte de cimento

O transporte de cimento, como qualquer outro material de construção, exige cuidados especiais. Preservar o insumo seco, sem contato com qualquer umidade, mantém as propriedades físicas e químicas do produto. Você também deve definir como ele será despachado: ensacado ou a granel (sem nenhuma embalagem). A escolha vai orientar ações importantes, como o tipo de caminhão, a armazenagem, além dos processos de carga e descarga. Abaixo, explicamos algumas diferenças entre as modalidades.

Cimento ensacado

Recomendados o uso de caminhões com carroceria de grade baixa, como truck, carreta e toco, que vão acomodar melhor o produto ensacado e sobre paletes (mantê-los fora de contato com o chão é uma boa prática). Após o processo de carga, faça uma conferência geral no espaço. Elimine quaisquer elementos com potencial de rasgar ou perfurar as embalagens. Nada de empilhar sacos demais — no máximo 10.

Dê uma atenção especial à lona de vedação. Inspecione se ela não tem nenhum rasgo e fixe-a bem. Lembre-se que o saco (geralmente de kraft) não é impermeável, de forma que molhado pode tornar o cimento inutilizável.

Cimento a granel

O cimento sem qualquer tipo de embalagem caracteriza-se como carga a granel. Portanto, os caminhões graneleiro e basculantes (ou caçamba) são os indicados. Isso porque o tipo de carroceria retrátil facilita bastante o processo de descarga. As caçambas são resistentes, suportando alto volume de carga.

A estrutura de metal impede que o material de construção se perca pelas laterais. Vale lembrar que os cuidados com a lona são os mesmos do cimento ensacado. Isso porque a umidade é um inimigo a ser combatido.

Insalubridade no transporte de materiais de construção

Devido ao fato de conter algumas substâncias tóxicas, é preciso ter muito cuidado com o transporte de material de construção, incluindo o cimento. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) preservam a saúde do profissional durante o manuseio do insumo. É necessário usar luvas, óculos, capacete, máscara e bota.

O contato do produto com a pele pode causar dermatite e queimadura. No olho, as lesões têm potencial de gravidade alto, incluindo a cegueira. Quando inaladas, as partículas grudam no pulmão, com potencial de gerar danos a longo prazo. Faça a sua parte. Treine os funcionários sobre as condições de segurança necessárias no trabalho!

Volume de fretes de cimento em Minas Gerais

No primeiro trimestre de 2022. Minas Gerais foi o estado que mais cresceu no transporte de insumos (alta de 70,1%), sobretudo no frete de material da construção civilainda de acordo com o nosso estudo. Foram 52,8% de todo o volume registrado na plataforma Fretebras (128 mil). Dentro do segmento, o cimento é o produto mais recorrente nos caminhões.

Um dado curioso é que Minas Gerais é responsável por aproximadamente 24% da produção do cimento no Brasil. Em março de 2022, o estado percebeu o aumento na demanda por materiais de construção em geral. A previsão é que as vendas cresçam em até 8% até dezembro.

Neste artigo, procuramos evidenciar como funciona o transporte de cimento no país, apresentando dicas, processos e dados. Entre os materiais de construção, o insumo é campeão de frete. Para que a distribuição aconteça de maneira correta, é preciso tomar alguns cuidados, como escolher o caminhão correto, evitar a umidade e usar os EPIs indicados. Descubra mais sobre estes e outros fatos curiosos do transporte de cargas na 7ª Edição do Relatório Fretebras. Acesse agora!

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