Otimização de tempo e redução de custo logísticos para transportadoras

2020-12-17T15:43:50-03:0017/12/2020|Categorias: Logística e Transportes|

O desafio da redução de custos logísticos é uma constante no dia a dia das transportadoras e algumas dicas podem ajudar. Quer saber mais? Siga o artigo.

 

A logística é a atividade estratégica que torna possível a entrega de produtos ou matéria primas aos clientes. Essa atividade envolve os chamados custos logísticos, que representam aproximadamente 12% das receitas das empresas, um forte motivo para que não meçam esforços para otimizar as operações, na tentativa de baixar despesas. 

Lidera a lista de custos logísticos aqueles ligados ao transporte, que representam 63,5% ou quase dois terços do total, segundo estudo da Fundação Dom Cabral. Eles se referem às despesas com a movimentação de produtos, da origem ao destinatário e têm grande relevância no preço final do produto, na competitividade e na fidelização do cliente.

No Brasil, o principal modal é o rodoviário, responsável pelo transporte de 60% das cargas pelo país, segundo a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam). Agregam-se aos custos logísticos as dificuldades com a infraestrutura, que ainda deixa a desejar, o combustível e a gestão de frota que exige investimentos e manutenção. 

A redução dos custos logísticos é o principal desafio das transportadoras e elas sabem que, antes de pensar em redução, é preciso delimitar bem quais são eles. Assim é possível construir uma gestão eficiente, sem diminuir a qualidade do serviço prestado, mas que otimize os recursos e eleve a rentabilidade do negócio para gerar um diferencial competitivo. 

Os custos logísticos são os seguintes:

Custos Fixos, que não dependem da movimentação dos veículos, como IPVA, licenciamento, Seguro DPVAT, seguro, depreciação e reposição de veículos, manutenção periódica programada, salários e benefícios dos motoristas.

Custos variáveis, que são alterados conforme a quilometragem rodada: combustível, pneus, lubrificantes, pedágios, manutenção não programada.

Na gestão de risco do transporte em geral os custos logísticos englobam:

Roubos – Envolvem os seguros facultativos, custos operacionais, despesas relacionadas ao rastreamento e monitoramento de cargas.

Acidentes e avarias – Envolvem os custos com seguros em geral, indenizações por perdas, danos e extravios não cobertos.

E há ainda os custos logísticos adicionais, como cubagem, monitoramento da carga, reentrega, devolução de mercadoria e ociosidade da frota, entre outros.

Para a transportadora, a redução dos custos logísticos é um desafio que pode significar a permanência da empresa no mercado. Por esse motivo é preciso ter sempre a qualidade dos serviços como meta e planejar a redução de forma a trazer vantagem competitiva para a empresa, sem causar danos a sua imagem. Nesse sentido, a implementação de uma boa estratégia de distribuição é essencial.

Para a otimização de tempo e redução de custos logísticos para transportadoras, destacamos algumas dicas a seguir:

Mapear custos e revisar o orçamento

Fazer um mapeamento das despesas é a primeira ação para a redução de custos logísticos. O foco deve ser otimizar as atividades, abrindo espaço para melhorias e a boa notícia é que existem softwares que podem ajudar nessa tarefa. Um bom planejamento colabora para a estruturação dos cortes, sem risco de prejudicar os resultados e a qualidade do trabalho. O ideal é revisar o orçamento por centro de custos, o que facilita muito na hora de saber onde se concentram os maiores gastos, o que é supérfluo e quais decisões podem ser tomadas para promover a redução com segurança.

Manutenções periódicas

A manutenção é essencial e deve ser programada e realizada periodicamente a fim de assegurar o bom funcionamento dos veículos e colaborar para a redução de custos logísticos. O procedimento ajuda a identificar e antecipar problemas mecânicos antes que gerem custos ainda maiores. Assim é possível prolongar a vida útil das peças dos veículos reduzindo custo de transporte em longo prazo.

Roteirização de entregas

Um planejamento de rotas eficiente envolve a redução da distância entre o remetente e o destinatário da carga e é benéfico para a transportadora. Na verdade, a roteirização sistematiza a coleta e entrega de mercadorias, desenvolvendo melhor a sequência de paradas conforme o tipo de carga, o cliente, os veículos e o tráfego. Além disso, colabora com a escolha de melhores estradas, a economia de combustível e de mão de obra, traz a possibilidade de fazer várias entregas na mesma viagem, reduz custos operacionais, bem como o desgaste mecânico do veículo e possibilita o melhor aproveitamento do tempo. 

Tecnologia nos processos

O investimento em tecnologias voltadas para a automação de processos é mais um recurso para a redução de custos logísticos em longo prazo. Por meio de um software de gestão, é possível aumentar a produtividade, reduzir custos e a incidência de erros, elevar a qualidade do serviço, e obter dados confiáveis para tomadas de decisão.

Plataforma de fretes

Em busca de mais agilidade para atender os clientes, muitas transportadoras terceirizam, parcial ou totalmente, o transporte de mercadorias associando-se a uma plataforma de fretes como a FreteBras e assim contratam caminhoneiros autônomos. Contar com uma base de 450 mil motoristas ajuda a reduzir despesas com funcionários, salários e encargos sociais; reduz a aquisição e manutenção de veículos; os riscos de acidentes, os roubos e assaltos; as multas, indenizações e a perda da carga. A ferramenta também permite à transportadora disponibilizar os veículos ociosos da frota para transporte de cargas de outras empresas, mais uma opção para quem busca a redução de custos logísticos.

Saiba mais sobre a FreteBras. Acesse: https://pagina.fretebras.com.br/conheca-a-fretebras?utm_source=blog&utm_medium=referral&utm_campaign=artigo_blog

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